| Apresentação |
A Oficina de Jongo é uma ação formativa e cultural que tem como base a valorização das tradições afro-brasileiras, reconhecendo o Jongo como patrimônio imaterial e importante expressão de resistência, identidade e memória do povo negro no Brasil.
De origem bantu, o Jongo nasceu nas comunidades negras do Sudeste brasileiro, especialmente nas regiões do Vale do Paraíba, e está profundamente ligado à história dos povos escravizados, sendo transmitido de geração em geração por meio da oralidade, da música, da dança e da vivência coletiva.
A oficina propõe uma abordagem interdisciplinar, integrando música, corpo, ritmo, história e consciência cultural. Por meio de atividades práticas e reflexivas, os participantes têm contato com elementos fundamentais do Jongo, como:
os toques dos tambores (caxambu e candongueiro), os pontos (cantigas tradicionais), a dança em roda, e os saberes ancestrais que envolvem espiritualidade, coletividade e resistência cultural.
A oficineira: Clarete Braz Patrocínio tem sólida experiência docente nos setores público e privado, em todos as modalidades da educação básica e nível superior. Em 1998 criou, na Escola Estadual São Paulo em Volta Redonda, o projeto Educação Física: esporte, lazer e cidadania que tinha a percussão como base didática. Em 2006 no CIEP Toninho Marques criou a oficina de percussão que mais tarde se tornaria o grupo denominado Meninos do Batuque, onde permaneceu até 2018 nesta atividade, que consolidou e propagou o grupo pela cidade de Volta Redonda e cidades circunvizinhas. Entrou para o Mapa Cultural do Estado do Rio de Janeiro com entrevista filmada no Memorial Zumbi em Volta Redonda. Em 2012 até a presente data montou o projeto: Vem pra roda música: meu corpo no lugar em que habito, no quilombo de Santana em no município de Quatis. De 2018 a 2023 atuou como mestre de bateria no Bloco da Vida pela Prefeitura Municipal de Volta Redonda. Após a aposentadoria em 2018, criou oficialmente o grupo Meninos do Batuque que passou a atuar em eventos musicais e culturais em várias localidades na região sul fluminense. Começou suas atividades didático cultural na Prefeitura Municipal de Volta Redonda na década 2000 com o projeto: Sábado na escola, que ensinava percussão nas escolas da rede municipal. Atuou como professora de percussão no projeto :Garoto cidadão da Fundação CSN-VR Atualmente atua com coordenadora dos grupos Meninos do Batuque e Toque de Dandara, atua também como musicista, psicomotricista e musicoterapeuta no Centro Multidisciplinar do conhecimento - CEMUC-Quatis-RJ – faz parte do Coletivo Jongodivolta em Volta Redonda Rio de Janeiro. |